Por que é tão necessário para muitas pessoas de nossa sociedade moderna, a aplicação de rótulos em todas as relações e situações da vida? Parece que vivemos respondendo àqueles cadernos de perguntas de 5ª série, onde o autor pretende definir um intelecto por simples perguntas de preferência.

Foto: We Heart It

Digo isso, porque a quantidade de comentários que vejo nas redes sociais falando erroneamente sobre o amor me assusta indubitavelmente. Mas aí vai a verdade: Amor não se explica, sente. É simples, e se for complicado não é amor!
Alguma vez você já parou e prestou atenção na sua respiração e quando percebeu, ela não era mais natural? Ela vira uma coisa totalmente forçada, cansativa, e só vai voltar ao normal se você parar de pensar sobre ela. Assim é o amor, você vive e deixa viver. Se parar de respirar - morre, se parar de amar – larga, abandona, esquece, deixa de lado.
Fazendo uma rápida pesquisa na internet, me deparei com a perfeita explicação do que distingue a neurose da normalidade - a intensidade do comportamento e a incapacidade do indivíduo de resolver os conflitos internos e externos.
Não é difícil encontrar postagens que falem sobre amor e o que é amar, livros de autoajuda, músicas depressivas, filmes dramáticos, e o que mais definir a necessidade ferrenha de explicar pra si um sentimento tão simples e desprendido. Deixar de rotular uma relação e viver cada fase dela intensamente é a melhor forma de torna-la duradoura. Me diz, quem é que entra numa relação sabendo a data que ela vai terminar? Você acha mesmo que existem regras que vão ditar se o sentimento é verdadeiro? A época da ditadura acabou faz um tempo, estamos numa nova era onde se canta a liberação sexual e o desprendimento da necessidade de um compromisso sério para ser feliz. O mundo por si já é tão complicado, pra quê complicar também os sentimentos e as relações? Deixemos as neuroses de lado e vamos deixar o coração falar mais alto e as borboletas no estômago baterem suas asas.


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